Hoje estou por casa a preparar a próxima viagem (faltam 12 dias! 😀 ), e lá fora o vento sopra. Está frio e as folhas caem das árvores. O Outono chegou em força, o que aqui em Oslo equivale ao Inverno português.
Sempre fui uma pessoa do Outono, e o norueguês tem um charme especial! Entra oficialmente a época koselig, que é a palavra deles para aconchegante, ou seja… mantinhas e café! E para ajudar à festa, acende-se umas velas aromáticas em casa. É o ambiente perfeito para me inspirar.
É também por esta altura que leio mais (ainda mais que o habitual!), e nestes últimos dias deu-me para revisitar a obra de um dos meus poetas favoritos, uma das personalidades que mais me influencia e com quem me identifico: Robert Frost. Este senhor teve um percurso de vida que nos demonstra que há coisas mais importantes que seguir o que os outros projectam em nós, e uma sensibilidade extraordinária para olhar para o mundo e o descrever de forma enigmática e brilhante. Adoro!
Por isso venho partilhar convosco um dos meus poemas favoritos dele. Acho que tem tudo que ver com o espírito do blog. Não vou fazer copy-paste, vou escrevê-lo aqui (acho que já o sei de cor), na língua original claro. Espero que gostem.
The Road Not Taken
Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;
Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.
I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I –
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.
Este poema para mim não é sobre escolher o que é diferente, como muita gente pensa. É simplesmente sobre escolher, ter de fazer escolhas e seguir. O impacto que isso tem sobre a nossa vida, e a forma como olhamos para isso… mais tarde, com sabedoria. 🙂 Por muitas vezes que o leia, faz-me sempre reflectir.
E vocês, o que acham?
Boa semana!