Estocolmo | capítulo I

Olá, falemos sobre a nossa viagem a Estocolmo! 🙂

Voámos para a capital da Suécia no dia 22 de Outubro, com calma e num vôo que não nos obrigou a levantar ridiculamente cedo – queríamos apenas passear e quebrar a rotina dos dias de trabalho. Somos apaixonados por citybreaks de Outono, especialmente eu! Esta cidade foi escolhida pelos motivos que podem ler neste artigo.

Chegados a Arlanda (o aeroporto de Estocolmo), o primeiro impacto foi negativo. Não gostei nada do aeroporto, é muito fechado e com demasiada gente, caótico e nada convidativo. Saímos dali o mais depressa possível, à procura da estação de comboios para embarcar no Arlanda Express, que é o comboio que liga o aeroporto à cidade. Tinha comprado os bilhetes com antecedência, o que nos permitiu ter um desconto. Dirigimo-nos ao comboio e entrámos, e depois foi apenas necessário mostrar o recibo ao “pica”, durante a viagem. A alternativa ao comboio teria sido o Flybussarna, mas como já tivemos problemas com autocarros e viagens, resolvemos optar pelo comboio. Se tiverem questões, coloquem! 😛

Quando saímos, na Estação Central de Estocolmo, tornou-se claro que estávamos numa capital europeia bem mais populosa que Oslo (não que seja preciso muito). Aquela clássica confusão de pessoas a correr de um lado para o outro, mesmo sendo Domingo… E as várias lojas, restaurantes; cheiros e cores. Aqui começa “o sorriso do viajante“! 😀 Assim que passámos para o fresco da rua, fomos caminhando em direcção à Gamla Stan (cidade velha). Não por estar planeado, mas porque ficámos maravilhados… maravilhados à séria… com as vistas que se iam adivinhando, e nos traçaram o rumo!

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As primeiras características da cidade a prender-nos o olhar foram o pináculo de ferro da Ryddarholmskyrkan (igreja) e o edifício da Câmara Municipal (Stadshuset), presentes nas imagens acima. No terceiro dia desta viagem visitaremos ambas.

Pelo caminho, passámos pela Riddarhuset (casa da nobreza), a qual estava um charme com a luz e as cores de outono, enquadrando na perfeição o pináculo da igreja lá atrás. Tive que tirar umas fotografias, e por esta altura o “sorriso do viajante” já estava ao rubro. Tinhamos acertado em cheio ao escolher Estocolmo! 😀

De seguida chegámos à tão famosa e aclamada zona de Gamla Stan, onde estavam todos os turistas (ainda que concentrados numa só rua). E aí fomos surpreendidos por uma rede de ruas apertadas, tantos recantos para explorar, e tantos edifícios pitorescos! Para além de turistas havia também muitos suecos, e deu para perceber que eles frequentam muito aquela zona para comer fora e beber um copo nos bares. Foi assim que a cidade velha nos conquistou, logo pelo primeiro contacto. 🙂

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No slideshow acima tive que incluir a fotografia de uma montra com artigos da Pippi Långstrump (Pippi das meias altas), uma figura que marcou a minha infância e é originária da Suécia. Conhecem? Sabiam? 🙂

Andando sem destino concreto acabámos por ir parar à praça do Palácio Real, onde está estacionada uma estátua de Karl Johan para recuperação. Aí assistimos à troca da guarda, e como foi relativamente simples questionámo-nos se nos estaria a escapar alguma coisa. Como resposta começámos a ouvir uma banda tocar, demos a volta ao edifício seguindo o som e aí sim… Estava a decorrer a cerimónia mais à séria, perante um mar de gente. Um concerto de boas-vindas para nós!

Infelizmente toda a esta zona está em obras (uma pontaria que costumamos ter) e por isso não deu bem para ter a noção correcta da grandiosidade do edifício e área circundante. No entanto foram momentos bem passados, no meio da azáfama dos outros turistas e com a música no ar.

Seguindo com a nossa incursão pelo centro histórico, passámos pela entrada da catedral de Estocolmo, e resolvemos entrar. Lá dentro esperava-nos mais uma agradável surpresa, já que o interior é lindíssimo, e também estava outra banda em aquecimento para um concerto que se ia iniciar daí a umas horas. Os sons dos instrumentos na acústica da igreja acompanharam-nos durante a visita, e enquanto observávamos a famosa escultura do santo a matar o dragão. Esta obra de arte é toda em madeira e representa uma lenda importante para a cidade, sobre a reconquista desta aos dinamarqueses, e também o triunfo do bem sobre o mal. Gostei principalmente da parte da lenda em que o santo diz que salvará toda a gente, mas só se se converterem ao cristianismo… *hmm* 😀 Clássico!

Por esta altura era hora de almoço e andávamos às voltas na cidade velha à procura de onde comer, não propriamente a “turistar”, o que deu origem a uma história engraçada que só nos viriamos a aperceber no dia seguinte… 😀 Logo explicarei. Mas se observarem com atenção as imagens abaixo, e conhecerem a cidade, irão perceber. 🙂

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Depois do almoço resolvemos dirigir-nos para o outro lado da cidade, atravessando a Gamla Stan para o passeio marítimo, junto ao qual se viam barcos bem giros atracados. Estava na altura de fazer o check-in no hotel, o qual era num desses barcos! O F estava super entusiasmado com isto, e eu com algum receio de que o plano saísse furado… e nos deparássemos com uma espelunca… Felizmente a coisa puxou para o lado dele! 😀

Pelo caminho avistámos pela primeira vez a belíssima Maria Hissen, um edifício que fiquei sem perceber o que é… mas nos deixou apaixonados! Do lado direito do passeio podiamos também ter uma vista mais ampla sobre a Gamla Stan, e simultaneamente avistar a Stadshuset (Câmara Municipal). Essa viria a ser a vista do nosso hotel, o que nos animou ainda mais.

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Chegámos ao hotel, onde fomos muito bem recebidos pelo recepcionista, com quem já tinha falado antes por email. Chamava-se Gastón e era da Argentina, sabe um pouco de português e aproveitou para praticar connosco. O alojamento escolhido foi o hotel Rygerfjord, quarto com casa de banho privativa para 2 noites. Não adicionámos o pequeno-almoço à estadia, mas há essa opção. Ficámos muito satisfeitos com a escolha.

Logo após o check-in dirigimo-nos ao quarto para deixar as mochilas e ver se estava tudo em ordem, e deixo abaixo a vista da janela, em jeito de honra ao nome do blog heheh. 😛 E também uma perspectiva da zona comum do hotel, onde por várias vezes fiquei a apreciar a vista, especialmente depois de anoitecer. Que privilégio!

Levava um mapa com os locais por onde queria passar apontados, e tínhamos combinado explorar o lado de Estocolmo por detrás do nosso hotel, nomeadamente a zona de Södermalm, neste primeiro dia. Assim foi! Fizemo-nos ao caminho, e rapidamente nos perdemos e passámos a ignorar o mapa, porque é esse o nosso estilo de viagem… Andar, andar, andar… E andar mais um bocadinho!

Começámos por encontrar umas escadas de madeira, as quais não resistimos a subir, para ver o que nos aguardava lá em cima. Pelo caminho fomos observando umas casinhas perfeitamente enquadradas no ambiente de Outono, com decorações calorosas e dignas de um conto de fadas. Tal como em Oslo, a natureza nesta cidade encontra-se em harmonia com o resto. Após as escadas, seguimos por um caminho por entre vegetacão, o qual desembocou numpassadiço  de madeira com uma vista fenomenal! Abaixo deixo algumas fotos para ilustrar o que descrevi.

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Esse mesmo passadiço foi onde vimos o pôr-do-sol, mais tarde, e ficou um dos meus locais favoritos para absorver o espírito de Estocolmo… apesar de ser muito escuro e “meter respeito”, depois de anoitecer. Ali tirei várias fotografias, das quais gosto muito, modéstia aparte! 😀 Ao caminhar tínhamos pela esquerda o panorama sobre a cidade, e pela direita belos edifïcios que puxavam também o nosso olhar. Um passeio excelente! O nome deste lugar é Monteliusvägen.

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Após o parque voltámos a percorrer as ruas da cidade e fomos parar à parte de trás daquele edifício lindo que já mencionei antes, o Maria Hissen. Pelo que vi na porta (claro que tentei entrar mas estava fechado) alberga algo oficial, e tinha horários restritos de visita. De qualquer forma explorar aquela zona foi um mimo, percebi porque é que uma amiga minha me tinha descrito Estocolmo como uma “cidade de princesas”. É que é mesmo, poderia ser gravado ali um filme da Disney! :p Vejam só os seguintes exemplos…

Continuámos pelas ruas, andando à deriva, e é isso mesmo que aconselho para conhecer uma cidade destas. Sempre que visitamos locais assim acabamos por ser os únicos turistas na maior parte dos locais que mais nos cativam. Acho incrível como em Estocolmo se concentravam todos na mesma rua da Gamla Stan, por exemplo! É injusto para estas cidades, com tanta beleza escondida, e oportunidades para entender o modo de vida dos escandinavos… Explorámos zonas residenciais, tão diferentes e melhor planeadas do que aquilo que se vê em Portugal, pensado na qualidade de vida e nas crianças. Tanto para ver e aprender.

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Apesar de tudo fiquei impressionada com a quantidade de tags pintados pela cidade, porque Oslo mesmo nas piores zonas não está assim. Nota-se que Estocolmo já tem mais aquele “ar de grande cidade”, com a desordem característica, e nalgumas zonas foge um pouco do estereótipo escandinavo. Curiosamente não vi tantos imigrantes nem sem-abrigo como estava à espera. Conversámos um pouco sobre isso por causa da polémica dos refugiados que tanto se debate na Europa, já que Estocolmo serve frequentemente de exemplo e argumento nessa questão. Em Oslo nota-se uma grande diversidade cultural, e Estocolmo por onde andei nem por isso, o que me leva a crer que tais pessoas estejam concentradas em bairros específicos. Mas claro que isto é tudo uma ideia, é impossível conhecer uma cidade a fundo em três dias!

Depois destes longos passeios começava a escurecer, pelo que fomos caminhando de regresso à zona da cidade lá em baixo, aproveitando para ver o pôr-do-sol e apreciar o lusco-fusco sentados no parque. Não éramos os únicos, havia uns quantos “pombinhos suecos” por ali! 🙂 Aquele local tem um toque romântico, pela vista. Lá em baixo é possível ver-se o nosso hotel, iluminado.

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Fico-me por aqui. Este foi só o primeiro dia da nossa viagem, e resumi ao máximo. Mas foi também o mais intenso, é sempre assim, chegar a um novo local e querer logo ver o máximo possível… a energia ao rubro. 🙂 Os outros foram mais tranquilos.

Se chegaste aqui mereces uma bolacha!

Marcadas_dia1-43

Até já!

Continuação aqui.

4 thoughts on “Estocolmo | capítulo I

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  1. Estava a pensar para mim mesmo: “quando é que sai a crónica de Estocolmo”? Pois bem, aqui está uma 1.ª parte deslumbrante, como já habituaste os leitores deste cantinho…

    Para começar, dizer que as fotos em slideshow resultam muito bem. Como sempre, do ponto de vista visual, ficamos cativados com as imagens e a envolvência da cidade.

    Por falar me cidade, apesar de teres citados algumas características de Estocolmo, que outras diferenças notaste entre as duas capitais nórdicas? Suponho que a arquitectura seja semelhante, não? A ideia urbanística? E as ruas, jardins, cafés, lojas e restaurantes? Ficaste surpreendida, em comparação com Oslo?

    Ficamos a aguardar as partes seguintes…

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