O tempo

Estava aqui a pensar…

Tanto nos queixamos que “não temos tempo para as coisas”. E há dias que parece que desaparecem num piscar de olhos. Especialmente aqueles que, no meu caso, passo a trabalhar – no meu emprego propriamente dito. Por um lado passam devagar, porque trabalho é obrigação e olhamos constantemente para o relógio à espera de ir para casa… Por outro quando dou por mim lá se foi mais uma semana… Uma semana de vida, sem ter vivido lá muito. E não sou só eu, porque todos se queixam do mesmo, independentemente do trabalho que têm. Talvez haja excepções, mas ainda não as conheci.

Mas essa expressão, do “não ter tempo”, é das coisas que mais ouço. Isso e “estou muito cansado/a para…”.

No entanto notei que quando estou a fazer coisas que gosto, como por exemplo escrever no blog ou outros projectos em que estou envolvida, posso estar cheia de trabalho e parece que o tempo não deveria chegar… O dia fica preenchido… Mas passa-se melhor, tem significado, e o tempo chega e sobra! Um dia rende por dois ou três! Quando viajo, então, um dia é tão longo – são 24 horas com tantas possibilidades, do melhor! Comento sempre isso com o Freckles (PK esta é para ti :D) …

Ante-ontem estive de folga e a trabalhar no segundo artigo de Estocolmo, o qual deu uma trabalheira e consumiu tempo. Também estive sempre atenta ao Portal das Viagens, no qual sou moderadora e gosto muito do trabalho que se faz por lá (viva os Moderadores!), o qual exige dedicação. Pelo meio tive tempo para preparar refeições saudáveis, manter a casa arrumada, ler, passear. Estudei norueguês, fui ao ginásio. Quando regressei do ginásio ainda tive que corrigir mais umas coisas no blog. A seguir ainda fui usar tempo para um trabalho part-time que recentemente arranjei, para o qual tive que sair de casa e fazer duas curtas viagens. No fim estava cansada, mas o dia foi longo e aproveitei-o bem – melhor do que tantos outros. Tive que me deitar cedo, porque no dia seguinte iria trabalhar de madrugada.

Conclusão: nós temos tempo! Montes de tempo! Então para onde vai ele!?

Eu sinto que o tempo foge de mim quando eu estou ocupada com algo que na realidade não me preenche. Mas a maior parte do meu tempo, especialmente desde que sou adulta (yay?), é nisso que o gasto. E, acima de tudo, o tempo foge de mim quando estou ocupada a queixar-me que não tenho tempo e me deixo ficar aborrecida no sofá…

WTF? Humanos…

Às vezes sentimos que precisamos de tempo, e no fim não o utilizamos para nada que nos dê retorno. Por isso… Usem o tempo como deve ser. E se não têm tempo, arranjem! Não se esqueçam que ele não volta atrás. Já dizia a música de Tara Perdida…

Sim, este artigo sou mais eu a divagar, mas também me faz falta.

OK? 😛

7 thoughts on “O tempo

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  1. Arranjei tempo para ler este artigo e subscrevo-o na íntegra! 😊
    Quando fazemos o que nos dá gosto, prazer, o que nos preenche, temos sempre tempo e ele rende.
    O ideal era tentar fazer isso todos os dias!
    Podemos tentar? ☺☺

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  2. Adorei o artigo… mais introspectivo, filosófico.

    Sabes, quando somos crianças, o tempo é algo tão subjectivo, de uma grandeza incomensurável que, nessa altura (na infância), só queremos ser adultos.

    Depois, à medida que vamos envelhecendo, o tempo torna-se um conceito mais concreto. Começamos a pensar no que já fizémos e, mais importante, no que ainda queremos fazer: viagens por exemplo 😉

    Por vezes, talvez em dias de neura, penso mais nesta questão. Nos livros que já li, as músicas que já ouvi, os filmes que já vi, as comidas que já provei mas, principalmente, no tanto que há – ainda – para viver.

    Deve ser da natureza humana, claro. Essa curiosidade, o querer mais. Daí que também sinta o mesmo em relação ao tempo: passa devagar numas ocasiões; passa mais depressa quando estamos entretidos.

    Há dias que tudo parece igual, rotineiro, sem interesse. Nada a fazer. Por isso (falando por mim), tenho sempre – todos os dias – de reservar um pequeno prazer que preencha o dia…

    … pode ser ler um livro, ver um filme, cozinhar uma iguaria nova, conversar com um amigo, ouvir um álbum daquela banda que adoramos, entre tantas outras coisas. Só assim sinto que o dia valeu a pena.

    Por exemplo: era incapaz de ser “workaholic”. Gosto de ter qualidade de vida e o lado mais material é importante (até para, depois, usufruir dos momentos de lazer) mas… com equilíbrio.

    Haja tempo para o que verdadeiramente gostamos!

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  3. Sabes que o tentar ser criança, um bocadinho que seja, ajuda a que o tempo não voe tão rápido.
    Ri muito. Salta a corda, brinca no chão…faz palhaçadas, pinta…
    E depois faz muito das coisas que te dão prazer 🙂 – o PV, os patudos, viajar, namorar 😛
    Saboreia cada momento da vida, mesmo os mais chatos (lembraste da comida?? ).
    E o tempo vai-se conquistando aos poucos.

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