Viagens

Cartão Revolut: a minha experiência

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Hoje venho partilhar convosco esta aposta que resolvi fazer há uns meses atrás, e que me veio facilitar bastante a vida: o cartão Revolut. Cada vez mais se ouve falar deste menino, mas para quem não ouviu vou fazer uma introdução abaixo. Há muita controvérsia à volta dele, no mundo das viagens…

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Consiste num MasterCard/Visa pré-pago, que se pode encomendar pela aplicação Revolut. Ao fazer o download da app têm acesso gratuito a um cartão Revolut virtual, e se quiserem podem encomendar um físico, o que vos custará à volta de 6€ (valor actualizado a 27/07/2018, porque quando escrevi este tópico eram 5€). Para os utilizar é apenas necessário que confirmem a vossa identificação, enviando-lhes uma fotografia vossa e de um documento que o comprove. A entrega desse cartão é feita até 09 dias depois do pedido, na vossa caixa de correio – rápido e eficiente.

Para pagar esses 6€ devem fazer um primeiro carregamento de 10€ na aplicação, o que é super simples, há diferentes formas de o fazer e eles explicam tudo extremamente bem.

A polémica à volta do Revolut baseia-se no facto de, quando apareceu no mercado, ser completamente gratuito – e como puderam ver no parágrafo anterior esse já não é o caso. E por outros pormenores que vou referir mais à frente neste artigo.

Então ok Mia, é um cartão pré-pago, e depois? O que é que isso acrescenta à minha vida? (dizem vocês)

Não sou a melhor pessoa para vos explicar estas coisas técnicas, mas vou dar o meu melhor.

O que o Revolut me permite fazer é que o carrego directamente da minha conta bancária, na Noruega, com coroas norueguesas… E posso trocar (na app) esse dinheiro por outra moeda – por exemplo €uros – sem pagar qualquer tipo de taxa e com resultado imediato. Para além de tornar tão fácil esse câmbio, ainda me permite usar o cartão por exemplo em Portugal, fazendo todos os meus gastos em €uros sem que ande a ser roubada, digamos, a título de exemplo… pelo “Novo Banco”. *znug*

Também me permite efectuar transferências internacionais sem custos adicionais, e de forma simples e rápida, sem perder dinheiro em câmbios manhosos e taxas por isto e por aquilo.

Dando um exemplo prático do impacto que este cartão teve na minha vida: finalmente pude cortar de vez com o banco português e parar de pagar “taxas de manutenção”. Simplesmente fechei a conta. Quando viajo para Portugal levo o Revolut, e a qualquer momento posso transformar o meu dinheiro norueguês em euros e fazer a minha vida descansada. Impecável!

(sim, eu adoro o meu antigo banco)

O Revolut oferece tudo isto com a garantia de que não cobram taxas, ou as que cobram serão sempre inferiores aos outros bancos, o que é uma enorme vantagem. Podemos levantar até 200€ num multibanco, sem taxas, e trocar até 6000€ na aplicação. Quem viaja sabe que as taxas de câmbio são provavelmente a nossa maior dor de cabeça, quando queremos usufruir de um destino. Para além disso, eles garantem que nos trocam sempre o dinheiro à melhor taxa do mercado (no momento da troca), e pelas verificações que tenho feito isso é verdade.

O que mais gosto é da facilidade que isto empresta à organização das nossas contas, em viagem. Por exemplo: agora quando viemos de Estocolmo tivemos que acertar as contas entre nós. Todos os gastos foram efectuados com o Revolut. Bastou-me ir à app, que é super rápida e user friendly, ver a lista de recibos que lá tinha guardado e voilá, montante dividido e tudo acertado. E quando o F. tiver a sua app Revolut, que eu lhe vou impingir, isto será ainda mais fácil – pois é possível transferir dinheiro entre nós de forma rápida através da app, ou dividir contas no momento.

Então e são tudo rosas Mia? Isto está a soar muito bem… (dizem vocês de novo, sempre a chatear!)

Não. É um cartão em desenvolvimento, uma empresa feita para ter lucro – “em economia não há almoços grátis”. Ultimamente as taxas existentes subiram, e o que se paga para receber o cartão aumentou. Os limites de levantamento sem taxas também mudaram drasticamente, de mais de 500€ para os 200€ de agora. O apoio ao cliente tem vindo a piorar, demoram mais tempo, porque isto se faz por chat e cada vez têm mais clientes. Mas regra geral estou muito, muito mesmo, satisfeita com o Revolut. Só lamento não o ter começado a usar mais cedo!

A minha opinião é esta: uma empresa que me venha tornar a vida tão mais fácil, tanto como viajante como emigrante, e ainda me prove que as taxas exorbitantes que os nossos “amigos” bancos gostam de nos cobrar são desnecessárias… merece todo o meu apoio, até prova em contrário!

Nota importante: para usar a aplicação, à data de hoje, convém que falem inglês. Toda a app é em inglês, e o apoio ao cliente também.

Para além de tudo isto, devo acrescentar que o cartão é giríssimo, com umas cores que ficam a matar com o meu porta cartões (na foto)!

Finalizando, digo que o Revolut é um grande amigo do viajante sim senhor, mas arriscaria chamar-lhe o melhor amigo do emigrante. Pelo menos do emigrante que está fora da zona Euro. 🙂

Expero ter conseguido explicar-vos o essencial, e por favor partilhem comigo quaisquer dúvidas que tenham, responderei prontamente.

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Actualizando o tópico (16/02/2018)

Desde que escrevi este artigo mudaram algumas coisas, e chegaram ou foram anunciadas várias novidades. Vou focar-me, por agora, em actualizar algumas informações que vos dei aqui e entretanto perderam o efeito:

  1. Quando fazem o download da aplicação já não recebem um cartão gratuito. Agora paga-se por qualquer cartão, seja virtual ou físico, o montante de 5€. Nesse sentido não recomendo ter um cartão virtual, já que o físico também está representado na aplicação para acesso rápido e fácil, portanto bastar-vos-á um.
  2. Quando pedi o Revolut recebi dois Mastercard, e entretanto foi-me informado por colegas utilizadores que os novos Revolut são Visa e os Mastercard apenas estão disponíveis para as contas Premium (modalidade paga e com mais regalias).
  3. Para o atendimento ao cliente o Revolut criou a RITA, um robô que em teoria fará a nossa vida mais fácil e aborda as questões dos utilizadores em jeito de triagem antes de falarmos com pessoas de carne e osso, mas como ainda não tive experiência com ela não posso opinar. Diz-se que a coisa melhorou.

No que toca a novidades posso dar-vos um cheirinho:

  • Seguro de viagem Revolut está disponível na aplicação, à distância de um toque e a preços inigualáveis, utilizando a geolocaliação para nos cobrar só quando estamos fora do país. Atenção que aquilo a que eles chamam seguro de viagem é na verdade, a meu ver e à data de hoje, seguro de SAÚDE em viagem – não cobre outras ocorrências. Mas seja como for, vale a pena considerar, e vou sem dúvida fazer um test drive no futuro – parece-me ser uma aposta a considerar em caso de férias de esqui, por exemplo, já que eles cobrem os desportos de inverno.
  • Introduziram na aplicação o acesso às cryptocurrencies (acabei de me aperceber que não sei dizer isso em português!), e desde que tenham acesso (eles ainda não o permitem a todos) garanto-vos que investir nestas moedas nunca foi tão fácil e viciante… Perigoso ou proveitoso, ainda não sei.
  • Haverá muitas mais, já que esta empresa está a crescer a um ritmo alucinante, mas não vou estar para aqui a fazer publicidade antes de ver o produto na prática.

Continuo sem razões de queixa do Revolut, quanto muito a minha apreciação cresceu, pois facilitam a minha vida de uma maneira impecável. Ainda agora tive que fazer uma transferência para a Tailândia e, não fossem eles, a confusão entre coroas norueguesas e a moeda tailandesa teria sido bem pior – já para não falar das taxas bancárias que não tive que pagar e do dinheiro que poupei com uma taxa de câmbio altamente favorável.

Por agora é tudo.

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19 opiniões sobre “Cartão Revolut: a minha experiência”

  1. Agradeço a sua ajuda. Deve ser uma pergunta parva…mas arrisco. Funciona também como cartao de crédito para pagamentos estilo Booking e viagens??? Grata pelo apoio e Parabéns pelo seu “Lugar à janela”!😊

    Liked by 1 person

  2. Olá! Funciona sim senhora, eu estou sempre a utilizá-lo para isso.
    Na realidade tenho que actualizar este tópico porque já mudaram algumas coisas, vou ver se entre hoje e amanhã trato disso. 🙂
    Não hesite em colocar outras questões!
    Muito obrigada, cumprimentos 😊

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  3. Na Tailândia também não me safei de pagar taxas aos bancos deles, com ou sem Revolut. Varia consoante o banco/multibanco, por isso compensa levantar o máximo possível de cada vez.

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  4. Pois da minha experiência compensa pagar com cartão quando possível e levar euro e trocar nas inúmeras casas de câmbio na rua. Comparar sempre que já vi desde 1€=35bath a 1€=37,7baht

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  5. Sem dúvida quando se tem moedas como o euro ou dólares, mas no meu caso com coroas norueguesas (NOK) as casas de câmbio não foram assim tão úteis por isso optei mais por levantar. Continuação de boa viagem! 😃👍🏻

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  6. Boa tarde,
    Tenho o cartão e preciso de fazer a primeira operação com compra física para introdução do pin(dizem ser um mecanismo de segurança). Em Portugal onde aceitam este cartão? Tentei numa bomba de gasolina Prio e foi rejeitado(deu erro)… Da sua experiência pessoal, onde o aceitam?
    Obrigado

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  7. Olá,
    Já o usei bastante em Portugal, mas há alguns sítios onde nunca o aceitam – e foi o único país onde tive esse problema até agora. Nomeadamente máquinas self-service, por exemplo nas portagens ou Mac donalds, foi sempre rejeitado. De resto… Para pagamentos com cartão, em qualquer estabelecimento, ou para levantar dinheiro nas caixas multibanco nunca tive qualquer tipo de problema. Certamente que quando tentar a próxima vez o problema fica resolvido. Boa sorte 🙂

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  8. Olá LUGARLARANHA, em Portugal é mais difícil devido a serem MasterCard/visa os cartões em vez da rede multibanco, o mesmo se passa na Alemanha e na Holanda (daí para os que residam nesses dois países, dão um cartão maestro). Funcionam para levantar dinheiro nas caixas multibanco, e pagar em comerciantes que tenham contrato com a rede de pagamento do cartão, normalmente são aceites facilmente nos grandes grupos como a Sonae, Auchan e o McDonald’s (“ativei’ o meu cartão precisamente no MCDONALD’S ao pagar nos quadros interactivos)

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  9. Tentei por várias vezes usá-lo no McDonald’s em Portugal, assim como em pagamentos de portagem por exemplo, e sempre me foi negado. Pode ser que entretanto a situação se tenha alterado, quando voltar a Portugal voltarei a tentar.

    cumprimentos

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