Estocolmo | capítulo III

Continuação! Artigos anteriores aqui: parte I e parte II

Estocolmo, dia 3

O nosso primeiro objectivo desde dia era visitar a igreja cujo pináculo de ferro andava a chamar por nós desde que aterrámos ali. Depois de fazermos check-out do hotel seguimos para a ponte mais próxima, e atravessámos rumo à visão do pináculo no horizonte. Estava frio e cinzento, um típico dia escandinavo, só para os resistentes! 😀

Assim que nos aproximámos da igreja, até o pescoço doía das 300 voltas que lhe dei, a olhar para cima e admirar todos os pormenores. Sou uma eterna amante deste estilo medieval nórdico, com os tons quentes e telhados verdes. Fico sempre a babar com edifícios assim.

O nome da igreja é Riddarholmskyrkan e… estava fechada. 😦 Pelo que entendi só abre aos fins-de-semana num horário limitado, durante os meses de Outubro e Novembro, provavelmente por ser um local solene. É possível que haja a opção de visitas guiadas noutros dias da semana, mas não posso garantir.

Foi construída em 1290 e é dos edifícios mais antigos de Estocolmo, preservada desde a era medieval. Lá dentro alberga relíquias das guerras na Suécia e restos mortais de membros da realeza e outras “celebridades” da época. Fiquei a saber que o pináculo de que tanto gostámos foi uma substituição ao original, que se perdeu num grande incêndio em 1835. O menino dos nossos olhos é de estilo neo-gótico e feito de ferro.

 A ilha (ou península?) onde se encontra esta igreja é mesmo ao lado da Gamla Stan, e a sua localização é óptima para obter uma vista sobre Estocolmo de vários ângulos. Demos um passeio pela área de seguida, encaminhando-nos ao mesmo tempo para o objectivo seguinte.
Abaixo, pormenor de uma rua nesta zona, e lá ao fundo pode ver-se a Maria Hissen e a zona onde ficámos alojados.

Um bocado mais à frente, surgia o nosso destino no campo de visão: Stadshuset. Mesmo ao terceiro dia a olhar para ela, não me deixava de impressionar. O edifício é relativamente recente (1911-1923) e uma mistura de vários estilos (esperem até ver por dentro!), mas talvez pelo tom do tijolo e os verdes e dourados, aliados ao formato algo invulgar, acho-a linda. Foi projectada por um arquitecto sueco – Ragnar Östberg. Ainda assim, em termos de fachadas, prefiro a de Oslo. 😛

No pináculo da torre podem ver-se as três coroas em dourado, símbolo do brasão nacional da Suécia. O edifício está situado mesmo à beira do fjord, eu diria que em perfeita harmonia com ele.

Como já lá tínhamos estado no dia anterior, fomos directos à entrada para turistas comprar os bilhetes para a visita guiada. Há mais ou menos uma por hora, algumas em sueco e inglês, e a nossa felizmente foi só em inglês.

A visita custou-nos 110 coroas suecas por pessoa, o que será à volta de 11€, e durou sensivelmente 45 minutos. Antes de entrar foram-nos fornecidos uns auto-colantes a dizer City Hall, para colarmos à vista e andarmos devidamente identificados. Passámos pelos escritórios de políticos importantes (que estavam lá dentro a trabalhar!), e confesso que fiquei espantada por a segurança não ser mais apertada – mas afinal de contas estávamos na Suécia e os escandinavos são o maior exemplo de confiança e honestidade que há. *cof cof de emigrante*

A primeira sala visitada foi a Blå Hallen (Blue Hall), que de azul não tem nada, como explicou a nossa querida guia com um excelente sentido de humor (que infelizmente não ficou muito favorecida na minha fotografia, mas é a única que tenho da sala!). É aqui que se realiza o banquete da cerimónia de entrega dos prémios Nobel.

Durante a visita aprendemos imenso sobre o edifício em questão, e sobre a Suécia, mas não vou dar muitos pormenores para não estragar a vossa. Deixo algumas fotos e mesmo assim já me estou a esticar… 😛

Nas fotografias abaixo podem ver o interior da torre da Stadshuset. Não é possível perceber aqui, mas … WOW!!! Não consigo descrever, só mesmo vendo. Brutal!

Continuando pelos corredores… Abaixo, à direita, pormenor de um tecto.

Aqui (em baixo à esquerda) a guia a explicar a história daqueles afrescos, que é bem engraçada. 😛 À direita pormenor de um relevo. A decoração no interior do edicífio não é exuberante, mas em simples pormenores torna-se espectacular, mais uma vez à semelhança da de Oslo.

Tinha chegado a altura de entrarmos na divisão que tanto queriamos ver: Gyllene Salen, a sala dourada. Já tinha visto em fotografias e em vídeos, e fiquei maravilhada quando lá entrei. De repente entramos num mundo dourado, pois toda a sala está coberta por mosaicos de ouro (sim, ouro verdadeiro!) o que lhe empresta um brilho peculiar. A iluminação é subtil, o que só abona a que a atmosfera se torne ainda mais envolvente. É aqui que se realiza o baile do banquete Nobel, e que belo baile deve ser!

O estilo dos desenhos fez-me lembrar o filme Hércules da Disney. *yay*

As paredes da sala dourada estão decoradas com imagens alusivas à história da Suécia, a qual demonstra influências do estilo bizantino. Na parede do fundo (imagem abaixo) pode ver-se uma enorme imagem de uma mulher que parece uma deusa. Essa mulher representa a cidade de Estocolmo, a “Senhora do Lago”. De cada um dos seus lados estão representados o Ocidente e o Oriente, para passar a mensagem de que todos são convidados a visitar Estocolmo.

(Há quem pense que aquilo representa Estocolmo no centro do mundo, mas os suecos dizem logo que não, claro que não! :D)

E, já agora, deixo abaixo uma pista para o nosso próximo passeio, que encontrámos junto à Senhora do Lago…  🙂

Terminada a visita pelo interior da Stadshuset, fomos comprar um íman para levar de recordação, e depois passear mais um bocadinho pelo páteo interior e apreciar a vista para o lago. Adorámos este lugar, à séria.

Após a visita, restava-nos passear mais um pouco pela cidade, e procurar onde comer. Almoçámos num italiano que posso recomendar: Rodolfino. Comemos bem, e os preços eram simpáticos (para os padrões escandinavos).

Entretanto, já em modo relax e planeando as horas de seguir para o aeroporto (tínhamos vôo para regressar a Oslo ao final da tarde), lembrámo-nos que nos faltava ver um lado da cidade e a ilha de Djugården. Estudando o mapa percebemos que ainda seria possível, se partissemos logo após o almoço. E assim foi, acabámos com os nossos tiramisú e siga!

Pelo caminho, mais e mais surpresas… Ah Estocolmo, tão linda que tu és!

Passámos pelo teatro (ao fundo na fotografia abaixo), muito bonito e cheio de pormenores dourados!

Não estava de todo à espera de tantos edifícios deslumbrantes, e de ver história a cada esquina. Fui parar a esta cidade agora por puro acaso, não é das que mais se ouça falar, pelo menos não pela boca portugueses viajantes que conheço. Talvez por ser na Escandinávia, longe e cara para o bolso português… Mas posso garantir que vale cada cêntimo! Ela retribui o nosso investimento, com estilo. Lava-nos a vista.

Nesta parte, imagens abaixo, pareciamos dois turistas asiáticos a dizer “ooohhh” e “aaahhh” a tudo! 😀

Aproximando-nos da ilha Djugården torna-se logo visível (e apetecível) a fachada do Museu Nórdico. É nesta ilha que se encontram vários museus muito populares entre os turistas, como por exemplo o Vasa (navio) e Skånsen (museu sobre a história da Suécia, ao ar livre). Não tínhamos intenção de visitar nenhum deles, mas fica a nota. 🙂


Não dispunhamos de muito tempo, pelo que optámos por um curto passeio pelos jardins, o que não desiludiu (apesar do frio que se fazia sentir!).

Acima, outra perspectiva sobre o Museu Nórdico, enquadrado pelos tons de Outono e mias lindo que nunca. Abaixo, uma fotografia do caminho de regresso à cidade.

Lentamente fomo-nos encaminhando para a Estação Central, onde nos esperava o Arlanda Express para nos levar para o aeroporto. Tinha chegado a altura de nos despedirmos da cidade, e acreditem que não nos apetecia nada!

Estocolmo ficou no coração, e saímos de lá já com planos para voltar. Queremos vê-la na Primavera e também no Inverno, com os telhados cobertos com neve. Está aqui tão perto, não há desculpa para não regressar! 🙂

Espero que tenham gostado de passear connosco. Até à próxima!

 

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