Janeiro e as suas surpresas

Voltemos aos pensamentos aleatórios, já que esta semana teve uma pequena surpresa para mim, e não foi nada agradável. Assim se adquirem sabedorias sobre as quais vale a pena reflectir, e até partilhar, para que caso alguém leve um soco no estômago semelhante a este saiba que não está só.

Não vou contar exactamente do que se trata (alguns de vós saberão), mas vou falar no geral, até porque em retrospectiva a situação já pouco me importa. Ora que útil, pensam vocês… Mas é assim, que eu também não estou aqui para ferir susceptibilidades, muito menos para chatear alguém que não mereça mais do meu tempo (nem para discutir!).

Era uma vez uma Eu, uma Eu no passado. Encontrei um projecto no qual me envolvi, cheia de gosto e motivação, e ao qual dediquei muito do meu tempo livre e energia mental. Era trabalho voluntário e muito interessante, do qual (fique bem claro!) não me arrependo mesmo nada! Não tivesse o soco sido tão bem colocado até poderia ter saudades, mas assim sendo esta lição é sobre encerrar capítulos.

A minha participação nesse projecto acabou no último dia de 2017, o que até foi bastante poético! Chateei-me levemente com a coisa e percebi que estava tudo a levar um caminho negativo – o qual eu não queria percorrer – e disse adeus.
Lição número um: se estão envolvidos nalguma coisa que vos traz esta sensação, parem para pensar e imaginem a vossa vida sem ela. Parece-vos bem? Não faz falta? Se as respostas às perguntas anteriores forem sim, encerrem o capítulo. É o melhor que podem fazer, prometo. Há coisas que são muito boas mas estão destinadas a não durar mais do que uns tempos, é suposto ser assim, e isto é positivo! Vai deixar-vos uma sensação de leveza e abre espaço para o vosso próximo investimento (nem que seja só de tempo), não vos privando de recordar positivamente a experiência que viveram e aplicar os conhecimentos que ganharam na próxima.

Acontece que neste caso o caminho negativo ficou de mau humor porque eu o abandonei e resolveu vir atrás de mim. Há coisas assim, e pessoas que enfim não têm muito mais que fazer (isto tem de ser dito!) e portanto resolvem descarregar as frustrações nos outros. Assim chegamos à lição número dois! Eu tenho o pavio curto, embora já tenha sido mais… Tenho tendência para, se me mordem, morder de volta. Ora neste caso morder de volta significava voltar a meter os pés nesse caminho, fazer-lhe a vontade, voltar a chatear-me e a perder tempo… Era isso ou engolir o orgulho e calar-me. E o que fiz eu? Ignorei isto tudo e continuei a minha vida, mantive-me fiel à escolha que tinha tomado e ainda a elevei a outro nível – o corte parcial que tinha feito passou a ser um corte total. Moral da história: às vezes não vale a pena fazer barulho, mesmo que o mundo esteja a ser injusto. A paz soube-me bem melhor, e recomenda-se!

Escolhi tudo e escolhi bem. 🙂 E hoje estava aqui a pensar nisso e resolvi vir partilhar, pois enquadra-se no espírito do Lugar à Janela. A maior parte de vós não vai entender nada do que estou para aqui a falar, mas se entenderem a ideia por detrás disso já cumpri o objectivo! Às vezes andamos aqui stressados com algo, e mesmo subtilmente isso afecta-nos o estado de espírito… Não pode ser, e não vale a pena. Concentremo-nos no que é bom e faz bem!

Uma continuação de bom 2018.

PS: Para a semana vamos passear! 😀

 

 

6 thoughts on “Janeiro e as suas surpresas

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  1. Acreditas que, logo no 3.º ou 4.º parágrafo, percebi do que se tratava (talvez não fosse difícil confesso). Depois, uma pequena “investigação” 😉 veio confirmar que a minha intuição estava certa…

    No entanto, não deixo de ficar surpreendido e “com a pulga atrás da orelha”, até porque reparei que a mudança atingiu mais pessoas.

    Olha, é como costumo dizer: uma porta que se fecha, é uma janela que se abre. E, neste caso, a janela aplica-se bem ao nome deste projecto que te deve dar imenso prazer escrever e a nós a ler 🙂

    Bjs

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    1. Eh pá adorei o teu comentário, essa parte da janela foi um mimo! Excelente!! Obrigada. 🙂

      Pois é, tu fazes parte do grupo de pessoas que pode entender isto. E por isso venho realçar que foi uma escolha pessoal, e não quero que penses mal desse “outro Lugar” por minha causa. Ele, e as pessoas que lá estão (embora nem todas!) têm e sempre terá um cantinho especial na minha memória. Independentemente do desfecho. É como digo, sem arrependimentos! Só estava na altura de seguir em frente.

      Beijinhos!

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  2. Acho que o Ricardo disse o essencial em poucas palavras.
    E não vamos fazer de conta que a vida não é também isto, porque realmente é.
    Mas toda a moeda tem duas faces, se sofremos com o que nos magoa e desilude, também aprendemos e crescemos como pessoas. É o lado positivo.
    Siga a “dança”, não perca mais tempo, e viva, aproveite bem a vida e tudo o que ela tem de bom.
    Beijinho, bom fim de semana e bom passeio!! 😉

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  3. Se há coisa que ganhamos com a maturidade é perceber que o nosso tempo é precioso e não vale a pena desperdiçar um minuto que seja com o que já não faz mais sentido. É claro que não percebi o contexto, mas acho que nem é preciso para me fazer reviver situações similares que já vivi.

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