Røros

Estivemos em Røros sensivelmente 24 horas, é um sítio pequeno e envolvente e isso foi tempo suficiente para o conhecer. Como todos os bons passeios, 24 horas parece menos por escrito do que na realidade senti, pois quando estamos num local que gostamos é como se o tempo parasse… Um dia bem passado rende mais do que três ou quatro a despachar!

Røros é uma aldeia encantadora e repleta de referências históricas, um autêntico museu. Toda a aldeia é feita das típicas casas de madeira norueguesas, e em certas partes estas são tão antigas que lhe conferiram um lugar na lista do Património Mundial da Unesco. Røros nasceu com a exploração de cobre, sendo a sua localização excelente e central tanto em relação às minas como às vastas florestas que a rodeavam e forneciam matérias primas para exploração das mesmas. Passear por Røros é permitir-nos uma viagem no tempo, num lugar extremamente pitoresco, e onde as pessoas deslizam de trenó pelas ruas. Pessoalmente recomendo a visita no Inverno, quando a neve empresta ao cenário uma aura ainda mais mágica e encontramos beleza a cada esquina!

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Uma rua naquela que era a antiga zona pobre de Røros
  •  Transporte

Para chegar até Røros, desde Oslo, o ideal será apanhar o comboio. A viagem demora à volta de 5 horas e faz-se muito bem, os comboios aqui são de um conforto impecável e a viagem acaba por ter uma vertente quase terapêutica! Valeria a pena só pelas paisagens e terriolas que vamos observando, pelo caminho. Esta viagem é dividida em duas partes: primeiro apanhamos o comboio em direcção Lillehammer, e saímos numa localidade chamada Hamar; em Hamar trocamos de comboio e o que segue daí para Røros tem apenas duas carruagens e é um mimo. Os bilhetes podem ser comprados online no site do NSB (comboios regionais da Noruega) – que colocarei no final do artigo junto com outros que possam ser úteis – e basta levar o PDF que recebem na compra e mostrar ao revisor quando ele passar pelo vosso lugar. Comprei em promoção e custaram à volta de 40€, ida e volta por pessoa.

Também é possível ir até Røros de avião, voando com a Widerøe desde Oslo, mas na minha opinião este é um “destino de comboio” e é aí que o investimento deve ser feito.

  •  Alojamento

Este foi escolhido pelo preço, sendo que fomos para o mais barato que encontrámos no Booking, e foi excelente! Tanto a localização como o conforto do quarto levam nota 10/10, e o pequeno-almoço conseguiu ser dos melhores e mais variados que já tive – com o staff de um profissionalismo e simpatia impecáveis. Nome: Bergstadens Hotel, a uns 2 minutos a pé da estação de comboios. O hotel tem restaurante e bar, ambos aprovados. Custou à volta de 100€ para duas pessoas.

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À direita, o edifício do museu que visitámos
  •  Actividades

Visitámos o museu Smelthytta, onde aprendemos muito sobre a actividade mineira e a história de Røros. Custou-nos à volta de 10€ por pessoa, e a visita é feita com guias audio, uma vez que todas as legendas no museu estão em norueguês. É uma visita interessante mas não aconselho a pessoas pouco curiosas ou que achem que aprender sobre história é aborrecido; o museu é baseado única e exclusivamente nisso, e leva-nos a fundo numa aprendizagem sobre a recolha do cobre e os processos associados a esta. Gostei muito e éramos os únicos ali! Também é possível visitar as minas, mas não o fizemos.

Vimos renas (pela primeira vez) pois são das principais fontes de rendimento da aldeia, nos dias que correm, seja pela sua carne ou pela sua pele. Também é possível andar de trenó com as renas ou com cães, nos arredores, o que é muito popular com os turistas. Para os amantes de caminhadas ou de cross-country ski é um destino com muitas possibilidades apetecíveis. Para mais ideias de actividades ou locais a visitar deixarei também um link no final deste artigo. Existe uma igreja que queríamos ter visitado mas só abre aos Sábados, infelizmente.

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O antigo escritório do negócio das minas
  •  Liks úteis

Comboios na Noruega
Widerøe – companhia aérea

Bergstadens Hotel

Informação turística – Destination Røros

Conclusão: se vierem até Oslo e quiserem ver mais da Noruega mas não vos apetece apanhar um vôo interno, considerem uma visita a Røros de comboio. Eu não me importava nada de lá voltar, e era já hoje! 🙂

6 thoughts on “Røros

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  1. Tão bonito!! E nem o sol vos faltou😉! É extraordinário descobrirmos lugares assim, arrebatadores! E a Noruega tem tantos…Dicas preciosas, obrigada, quem sabe serão úteis, também gosto tanto de andar de comboio…😉😀

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  2. Olá Maria,

    Nos últimos dias, acompanhei esta aventura através das magníficas fotografias que foste partilhando nas redes sociais. Fiquei agradavelmente impressionado com a beleza do local e adorei o relato da viagem.
    No seguimento desta publicação, até por estar relacionado (ideia para um novo artigo), poderias desenvolver o tema de qual a roupa apropriada para estas condições climáticas? Para quem está em Portugal, a maioria sem neve e temperaturas negativas, a ideia de cobrir o corpo com meias, luvas, gorros e demais casacos térmicos e respiráveis é quase ficção científica (embora, recentemente, tenha estado bastante frio). Então, o que podes adiantar sobre camadas intermédias e exteriores, e/ou conceitos como ‘Gore Tex’ e ‘ThermoBall’, por exemplo? Que tipo de roupa aconselhas, consoante a actividade que vamos praticar (caminhada, corrida, montanhismo, Ski e Snowboard) e tendo em conta a meteorologia (chuva, frio, neve, vento)? E quais as marcas que sugeres (conheço a North Face)?

    Continuação de boas viagens 🙂

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    1. Sem dúvida uma excelente ideia para um futuro artigo, mas adianto já que em termos de roupa eu aconselho apenas o “básico” para o dia-a-dia. Isto é… Um bom casaco (mas mesmo bom, e adequado às temperaturas que há por aqui) e os demais agasalhos são indispensáveis – se tudo isso estiver bem colocado o frio, à partida, nem se sente. Só na cara… Camisolas e calças térmicas também, pelo menos as calças uso sempre. Quanto a marcas isso não é o meu departamento, o que tenho não é “de marca”, mas se a carteira me permitisse escolher usaria Fjall Raven puramente pelo design. 😀
      Quando falamos de desportos de neve a conversa já será outra…

      Bom fim-de-semana!

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