A vingança do F!

Hoje venho só contar-vos uma história, isto acabou de acontecer e eu ainda estou a digerir. Ainda não entendi se foi cómico ou perigoso, mas provavelmente um pouco dos dois. Seja como for, quem gostou da história do papagaio vai gostar desta!

Visualizem: eu e o F numas férias românticas e relaxantes, algures numa ilha tailandesa (depois conto-vos qual). Mais uma gloriosa manhã, acordámos cedo e tomámos o nosso pequeno-almoço, e depois tivemos a brilhante ideia de ir andar de kayak (ou “kayakar”, como lhe chamamos). Já ontem o tínhamos feito, mas hoje fomos mais longe, percorrer a costa da ilha e já só víamos natureza pura e dura.

Estávamos nós concentradíssimos a tentar contornar uma área de rochas (principalmente eu) quando ele me diz espantado “olha ali um peixe voador!”. E sim, estava um peixe a “voar” (saltar e planar na água) paralelo ao nosso kayak, a uns bons 10/15 metros de distância.. Parei de olhar para as rochas e olhei na direcção que ele me indicou, no preciso momento em que o peixe mudou de direcção. Em vez de continuar paralelo ao kayak ele virou-se para nós, saltando cada vez mais alto, e apontado… claro está… para mim… Eu estava à frente e o F atrás. Admito que tenho algum medo do mar e das suas criaturas, daí meter-me nestas aventuras, porque acredito que devemos fazer o que nos assusta n’é…

Tentei calcular mais ou menos onde o peixinho (ou peixão) me ia bater e ajustei a posição para recolher a perna direita que estava precisamente na “linha de fogo”, já que isto tudo durou uns meros segundos. No momento chave guinei com o remo (e fechei os olhos e gritei, caso o resto falhasse…) e ele bateu no kayak em vez de em mim. A julgar pelo estrondo safei-me pelo menos de um hematoma na perna! O meu grito ficou a ecoar pela selva…

Aparentemente estes peixes são conhecidos aqui e às vezes perigosos porque têm formato de agulha (e nome também) e saltam para os barcos, podendo ficar empalados. O formato deles aliado à velocidade com que se movem na água produz esse efeito. Ou seja, mais do que um hematoma eu poderia ter ficado com um peixe-agulha-voador atravessado na perna. Havia de ser bonito! Isso no pior dos cenários, claro, porque o mais provável era o peixe bater-me e ficar dentro do barco a contorcer-se e chapinhar… E eu saltar borda fora em pânico, completamente histérica – deixando o F a flutuar à deriva (já que quem rema melhor sou eu muhaha). Estes peixes são atraídos por coisas brilhantes, pelo que tudo isto pode ter sido um side-effect do meu glamour – ou possivelmente o reflectir da luz do sol na minha pele de branca-de-neve.

E agora, vamos passear outra vez ou deixamo-nos estar sossegados? A Tailândia e os seus animais adoram-nos!

Fica a história engraçada (porque correu bem) e o aviso para quem se meter em aventuras semelhantes.

Ps: espero que o peixe tenha sobrevivido ao impacto com o kayak, mas não sei não…

11/04/2018 – Actualização: Se quiserem ver o roteiro desta viagem, agora que já regressei, cliquem aqui.

5 thoughts on “A vingança do F!

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  1. Corajosa!!! Muito bem! Não sabia da existência desses peixes. Obrigada pela informação.

    Sabes bem que o que atraiu esse peixe até ti foi esse teu brilho unicornial que possuis 😊🦄

    Boas férias!

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