Railay sem filtros

Uma parte das nossas férias foi passada na península de Railay (Rai Leh), na zona de Krabi, Tailândia. Descrito por muitos como um lugar de sonho, é sem dúvida um destino muito interessante, seja pelo seu valor natural e paisagístico ou até mesmo pelos diferentes públicos que atrai. Em Railay vê-se de tudo e há actividades para todos os gostos, adorei! No entanto eu não recomendaria esta zona como destino de praia. Já viram aquela fotografia típica da pessoa fit e com bronze de revista, numa pose cool a nadar num mar de sonho, e as formações rochosas de Railay no plano de fundo…? Pois é, isso não existe. A água dá pelos tornozelos, ou quanto muito pelos joelhos, e a areia está cheia de pedras que magoam os pés. Só um aviso, caso acreditem nessas coisas… 😀

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No barco, a caminho de Rai Leh

A península divide-se em duas zonas distintas – Railay West e Railay East – e é acessível apenas por barco. Quem procura este destino para praia quer geralmente ficar na primeira, onde estão os hotéis “em cima da praia” e a maior parte das pessoas. Do outro lado, em Railay East, encontra-se mais comércio local e comida de rua, bares interessantes e também uns quantos hotéis de luxo. A diferença de uma para a outra é que a praia de Railay West é a dos postais, enquanto a de Railay East não está polida para o turista e vê-se mais poluição (ou realidade…). Numa as pessoas fazem praia, na outra vê-se a actividade dos tailandeses e toda a logística que é preciso para manter o turismo ali, o caos dos barcos, recolha do lixo, etc. Em Railay East há também um supermercado e uma farmácia.

Em termos de praias temos a Railay, já referida, a Ton Sai (à direita desta, e acessível ou pelo mar ou por um caminho no meio das rochas que eu não aconselho fazer de chinelos) e do outro lado a Phra Nang (acessível de Railay East). Cada uma é mais bonita que a outra, sendo a Ton Sai a mais calma. Importante: para além de não ser um destino de praia – na minha opinião – também não é o melhor para relaxar. Há barcos a chegar e a partir a toda a hora, os famosos longtails tailandeses, o que implica muita poluição sonora. O meu conselho é: visitem – e não vão de excursão fiquem mesmo uns dias por lá – mas reservem a parte de férias e relax para outro lugar. Para mim o melhor de Railay foi a vida nocturna, é o lugar ideal para conhecerem pessoas novas, encontrarão desde chineses ricos a mochileiros. Também é uma excelente aposta para quem quiser experimentar escalada, sendo um destino mundialmente famoso por isso.

Entre Railay East e Phra Nang encontra-se a opção de fazer uma caminhada até ao miradouro e lagoa de Railay. Pelo pouco que vi não deve ser fácil, mas há quem vá até de bikini/tronco nu e chinelos portanto fazível será. Essas duas fotografias estão na moda e cada vez mais o acesso será facilitado, mas eu não fui por opção pessoal. Foi-me dito que é lá que os macacos vivem e eu acho que nós humanos já invadimos suficientemente a casa deles – mas cada um fará o que bem entender e o que a sua consciência permitir. Quem vai parece gostar muito e aconselham. Já a praia Phra Nang é de nos tirar o fôlego, e uma paragem obrigatória até pela gruta da fertilidade e a curiosa visão que nos empresta. Não deixem de aprender sobre a lenda/história da gruta, porque é no mínimo intrigante… Nesta praia a água já é mais funda e dá para nadar, mas há alforrecas e muita, muita, muuuuuita gente (é onde desembarcam as excursões).

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A principal praia em Railay

Para quem tem interesse em visitar as Phi Phi e Maya Bay – ambas origem de muitas imagens icónicas das praias da Tailândia – é possível fazê-lo desde Railay. Poderão contratar por lá excursões ou transporte para as ilhas.

Acho que disse o essencial, se tiverem perguntas coloquem nos comentários. Sobre a nossa estadia já falei aqui – esse hotel é em Railay East e mais tarde publicarei um artigo com o seu nome, assim como uma opinião mais aprofundada sobre esse e os outros hotéis que experimentámos durante a viagem. Também colocarei aí o roteiro que fizemos e algumas informações como transferes, etc.

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Um macaco bebé que já aprendeu a procurar os humanos para obter alimento…

Rai Leh foi uma paragem fantástica, preparei-me para o pior (conhecendo os efeitos do turismo de massa) e fui apanhada desprevenida. Estava à espera de ruas bonitinhas e encontrei caminhos de terra batida e bares em madeira, um ambiente boa-onda e pessoas de todas as idades e backgrounds. Os locais que vivem ali fazem-no única e exclusivamente para trabalhar no turismo (pois até há pouco tempo não havia ali nada), são pessoas que gostam da chamada island life e que espalham as boas vibrações a isso associadas. Acabamos por nos sentir num local genuíno e vibrante, um verdadeiro paraíso para os sentidos que nos deixa de sorriso nos lábios, com muita música e cor. Da “verdadeira Tailândia” vê-se muito pouco, mas ainda assim vale a pena. Para quem de facto viu o filme A Praia, é mesmo isso que Railay evoca!

Até à próxima.

11/04/2018 – Actualização: Se quiseres ver o roteiro/informações adicionais sobre esta viagem, agora que já regressei, clica aqui.

3 thoughts on “Railay sem filtros

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