Descanso na ilha: Ko Kut

A última parte das nossas férias foi passada em Ko Kut, também conhecida por Koh Kood. Este destino é ideal para quem procura uma Tailândia diferente, com mais requinte e sossego, e está disposto a investir nisso. É também para aqui que os tailandeses vão de férias, o que lhe empresta um charme especial. Lembram-se do anfitrião sobre o qual falei no artigo anterior? Quando lhe contámos onde íamos a seguir ele elogiou a escolha; o próprio admite que o seu país está muito saturado com o turismo de massa e Ko Kut é uma pequena excepção a isso (até ver). As expectativas eram altas, e a ilha não nos desiludiu!

 

Escolhemos Ko Kut porque foi recomendada por amigos e porque durante as minhas pesquisas aparecia várias vezes referenciada como o lugar que reunia todas nossas preferências. É uma ilha no golfo da Tailândia, quase virgem e coberta por selva exuberante, onde a população se resume aos habitantes de pequenas aldeias piscatórias. Ainda não há muitos hotéis e os que há estão concentrados nas mesmas praias, o que nos oferece uma vasta área natural para nos perdermos e apreciar. Foi lá que aconteceu o episódio com o peixe-agulha-voador que vocês tanto gostaram de ler!

Como local “remoto” que é, não foi fácil lá chegar. Foi preciso muita pesquisa e uns bons acertos no plano inicial para conseguirmos encaixar Ko Kut na nossa viagem. No artigo do roteiro partilharei pormenores e preços convosco, mas basicamente precisámos de: apanhar autocarro de Bangkok para Trat, transfer de Trat para o porto Laem Sok e depois um ferry para Koh Kood. Tudo isto envolve muitas horas e os horários dos transportes são pouco flexíveis, pelo que perdemos dois dias de férias. Foi uma pequena loucura, mas valeu a pena! Normalmente quem vai para estes lados opta por fazer apenas Bangkok e uma das outras ilhas da zona: Koh Mak ou Koh Chang. Essas ficaram para outra altura…

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Primeiros raios de sol da manhã filtrados pela selva (fotografia tirada do nosso alpendre)

Para ser franca durante esta fase final das férias optámos por ficar mais pelo hotel, os passeios que fizemos foram a pé (pela praia) ou de kayak. Só posso falar-vos do que conheci, que não foi muito, pois após tantas voltas o descanso era imperativo. Recomendo sem dúvida este destino, mas não vos irei pintar tudo de cor-de-rosa. Não quero entrar em pormenores agora, fico-me pelo bom, e mais à frente falaremos do resto. Parece-me ser uma excelente opção para famílias com crianças. O ambiente da ilha é fenomenal, é curioso ver “o outro lado” dos tailandeses, como eles são nas suas férias!

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Religião na ilha

Os preços na ilha são mais elevados que Bangkok, nos hotéis chegam até a estar ao nível de Railay. Em termos de alimentação só vi restaurantes tailandeses e foi o local onde mais tive dificulade em encontrar o que comer ao pequeno-almoço… Será o sítio perfeito para fazer uma massagem relaxante na praia ou visitar templos dourados, completamente desprovidos de turistas. Pela ilha encontram-se vários cães vadios, que formaram matilhas reclamando cada “área de humanos” para sobreviverem, e por vezes podemos vê-los lutar ou reagir de forma menos amigável uns com os outros. Não tive problemas com isso – até fiz amigos entre eles – mas reconheço que quem tenha receio destes animais não se vai sentir muito à vontade… Por isso escolho referi-lo.

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Um dos amigos de quatro patas a dormir uma sesta na praia

Passámos ali quatro dias e foram excelentes para repôr as energias e preparar a mente e o sono para o longo vôo de regresso a Oslo. O que mais me marcou: uma aranha que encontrei, muito tranquila na sua teia, que era (só!) maior que a minha mão… Viver ao lado da selva tem destas coisas! E a praia… Não sou uma pessoa muito dada a praia mas confesso que aquele mar, uma cor que eu nunca tinha visto ao vivo, era hipnotizante. Em termos de snorkeling também tem potencial, especialmente para iniciantes, pois as áreas de rochas são facilmente alcancáveis.

Resumindo: das paisagens mais bonitas que já pude apreciar, uma excelente atmosfera de viagem… E férias! 🙂

11/04/2018 – Actualização: Se quiseres ver o roteiro/informações adicionais sobre esta viagem, agora que já regressei, clica aqui.

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8 thoughts on “Descanso na ilha: Ko Kut

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    1. Não é nada de muuuuito mau, ou melhor… Não chegou para estragar o resto… Depois vês. Escrevi vários textos quando estive por lá mas ficaram todos em banho maria, um deles é sobre isso e estou a pensar voltar a pegar-lhe. 😛 Acho que muitas vezes as pessoas passam só as imagens bonitas das férias mas é importante falar-se de tudo. Beijinhos para vocês também!

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