Norueguices

(re)Começo intrigante

A lei mudou, e eu vou fazer o testdrive!

2019 começa com uma alteração à distribuição de tempo nas licenças de maternidade/paternidade. Graças a isso vou ter menos tempo em casa com o bebé e, em contrapartida, o F ganhou um mês extra!

A Noruega é um país “feminista” e põe muito ênfase na igualdade (não tanto na equidade…), e esta é a segunda vez que a lei se altera num curto espaço de tempo. A ideia é que as mulheres não sejam tão prejudicadas nas suas vidas profissionais e que a divisão da licença se torne mais justa, mas na práctica essas alterações têm-se traduzido em menos tempo com o bebé para as mães e mais para os pais. [Em teoria é tudo muito bonito…]

Pronto, hoje só queria fazer o luto pela velha história das mães terem um ano de licença, porque essa já está morta e enterrada, apesar de ser assim quando eu vim para cá viver. *snif* Isto tem dado polémica por aqui…

Já agora, o formulário de candidatura à licença também mudou. Faz-se tudo online em 5 minutos, simples e rápido. Que maravilha! *olhinhos em coração* Ia lançada para atacar a burocracia com unhas e dentes e fiquei surpreendida.

Vou manter o espírito de Ano Novo e encarar esta mudança de forma positiva. Afinal de contas vai ser positivo ver o meu noivo em versão fada-do-lar e pai full-time durante meses a fio! 😀 Qual será a reacção dele a isto…?

E vocês, como está isso a correr? Pontapé no traseiro ou coisas boas? O primeiro dia do novo ano é sempre excitante, quando não se está de ressaca.

Até já!

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7 opiniões sobre “(re)Começo intrigante”

  1. Olá Maria, Feliz Ano Novo!

    Por cá ainda estamos a anos luz da realidade nórdica, cujo exemplo o resto da Europa vai seguindo, mais, ou menos, a passo de caracol. Fico preocupada (em tempos debrucei-me um tanto sobre estas questões, que me continuam a apaixonar), quando diz que a reconstrução legislativa das questões relacionadas com os direitos na parentalidade na Noruega se traduz, na realidade, em menos tempo para os bebés com os pais e as mães (em vez do contrário)…Sendo assim será um retrocesso e não um avanço.
    Este livro do CITE, sobre o “estado da arte” em Portugal está muito interessante, se puder espreite 🙂
    http://cite.gov.pt/asstscite/images/papelhomens/Livro_Branco_Homens_Igualdade_G.pdf

    Um grande beijinho!

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  2. Exacto!

    Inicialmente o pai tinha 11 semanas com o bebé, recentemente passaram a 15 e agora a 19 (dependendo da modalidade que se escolhe, neste caso é se o casal quiser receber 80% do ordenado durante a licença; se escolherem 100% a lei não alterou).

    A licença é composta pela quota da mãe, a do pai e depois mais um X de semanas que podem ser divididas como o casal preferir. A principal alteração que se deu agora é que tanto a mãe como o pai têm 19 semanas, passando-se à igualdade. Como na práctica o aumento da quota do pai se deu ao retirar semanas à quota conjunta (que na maioria dos casos ficava para a mãe) acabam muitas mulheres por sentir que assim têm direito a menos tempo de licença do que desejariam.

    A licença de maternidade acaba por ser apenas 9 meses, que originalmente seriam quase 1 ano. A isso junta-se a agravante de que a mulher tem de tirar obrigatoriamente um mês de licença antes da data prevista para o parto (ou abdicar dele): ora dado que a maioria dos bebés não nasce nessa data e caso adiante/atrase é tempo perdido… É uma mudança considerável.

    A ideia de dividir as responsabilidades por igual está correcta, em teoria, mas não concordo que isso nos deva ser imposto. Preferia como era antes, a decisão ao cargo de ambos os pais. Até o F acha que assim fica tempo a menos para a mãe, em comparação com o pai, nomeadamente quando se tem em conta o maior impacto emocional e físico que ter um bebé acarreta para nós…

    Espero ter sido clara 😀 é difícil explicar tudo nesta pequena janelinha. Agora vou espreitar os links que me deixou. Beijinhos!

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  3. Por aqui começamos o ano com saudade das pessoas que já não abraçamos mas também cheias de saudades de futuro…
    Quanto a essa lei nova olha #aguentaenaochora porque nada podes fazer! Aguardamos post sobre pai a tempo inteiro 😉

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  4. Uma mulher que esteja a amamentar e tenha regressado ao trabalho tem direito a mais um X de horas livres por semana, se não estou em erro. Quando/se lá chegar saberei melhor. Terá de haver apoios, até porque eles aqui são bastante insistentes com a questão da amamentação…

    Penso que no geral essas situações têm de ser facilitadas, porque a lei é protectora dos ideias da família. Sei que as empresas são obrigadas a oferecer flexibilidade de horários a quem tem filhos e, por exemplo, uma opção de part-time a quem assim o deseje. Mas nesse caso a pessoa terá sempre de ter um “plano B”, em termos financeiros…

    Por aqui seremos só dois, sem apoio de familiares, e duvido que possamos ficar ambos a trabalhar a tempo inteiro enquanto responsáveis por uma criança e as suas rotinas… Pelo que ainda vou aprender muito sobre estas coisas e ter imenso para partilhar!

    Bom fim-de-semana.

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