Viagens

Marvão agridoce

Voltando a falar das minhas quase férias em Outubro, venho hoje partilhar a parte de Marvão e o alojamento em que ficámos, tal como prometi. Metade sucesso e metade filme de terror! Parece que o elemento de terror se repete todos os anos, por isso se tens medo de insectos interessa-te ler o resto deste artigo (ou não)…

O alojamento

Ficámos alojados num empreendimento de Turismo Rural na zona de Marvão chamado Quinta da Nave do Lobo; estadia de 3 noites com pequeno-almoço reservada pelo Booking. Queríamos: descanso, natureza e piscina. A quinta era realmente “no meio do nada” e o acesso não é fácil, recomendo que peçam indicações aos donos ao confirmar a reserva (não confiem no Google Maps!).

Ao chegar fomos recebidos por uma senhora que era uma simpatia, e infelizmente não me lembro do nome dela (talvez Felícia?). Entregou-nos uma carta de boas-vindas em nome dos “patrões”, que pensavam que éramos estrangeiros, e a chave do quarto. Quando percebeu que falávamos português ficou toda animada, e apesar de sermos os únicos hóspedes ganhámos logo ali uma companhia para a duração da estadia! 😀

As instalações são recentes e estava tudo bastante limpo e em ordem, nada a apontar. A piscina foi uma agradável surpresa, vista fenomenal! Tínhamos uma cozinha totalmente equipada à disposição, onde fizemos as refeições. O pequeno-almoço foi um luxo, só para dois, numa sala enorme. E até tivemos direito a deliciosas fatias douradas, que a senhora nos fez, cheia de boa vontade!

Numa das manhãs conhecemos “o patrão”, que fez questão de nos vir cumprimentar e dar os parabéns pela minha gravidez – até nos mostrou uma foto da sua netinha! Em suma, uma verdadeira experiência de Turismo Rural que não posso deixar de recomendar.

A história de terror

Praga de insectos! Pelos vistos por esta altura do ano, e com as primeiras chuvas, é comum haver um aumento da população de insectos nesta zona – em particular formigas gigantes voadoras e bichos tesoura (ou “bichas cadela”). Como referi no primeiro artigo já nos tínhamos apercebido de algo no Castelo de Almourol, mas em Marvão a situação tornou-se impossível…

Sou amante da natureza e não mato bicho nenhum, nem lhes tenho rancor coitados, mas insectos em cima de mim… não obrigada, não consigo! Marvão estava conquistada por eles – nuvens deles, por todo o lado, no ar ou a manchar as paredes brancas. Só por andar na rua tinha insectos nos cabelos, dentro da mala, na roupa, … Para mim um autêntico filme de terror, nem de propósito me pregavam uma partida melhor! Depois só nos rimos com isto, claro, mas na altura acho que ia tendo um ataque de pânico…

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Pagámos bilhetes para ver o Castelo e acabámos por fugir de lá a sete pés sem ver nada de jeito, até a recepção estava coberta deles (pobre funcionário). O Freckles, que não costuma ter problemas com insectos, também sofreu de “comichões”. Claro que os locais parecem estar habituadíssimos a isto, e só se terão sentido incomodados por ver uma maluca histérica a correr dali para fora. É assim, cada um com as suas humilhações… 😀

Até no hotel isto se manifestou. Não no quarto, felizmente, mas pessoalmente não consegui usufruir da zona da piscina nem da paisagem por que não estava à vontade. Ficou a história para contar, que já divertiu muita gente!

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E pronto, assim foi, mais uma aventura destes dois seres humanos. Se corresse sempre tudo bem não tinha piada… Gosto tanto de Marvão, mas parece que desta vez Marvão não me quis aturar! Temos pena, tentarei de novo, é linda demais para desistir dela assim. 🙂

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7 opiniões sobre “Marvão agridoce”

  1. Pois… uma das coisas que me enerva é quando os bichinhos começam a voar por todos os lados. Mas realmente essa situação vista assim ao longe até deve ter a sua graça. O que interessa é brincar um pouco com esses contratempos. Nas férias do ano passado apanhei com vespas. Uma pessoa sentava-se cá fora a comer e lá vinham elas. Uma vez estava a comer sardinhas assada e punha o pratinhos dos restos assim mais para o lado para as afastar do prato, acreditas que vi uma espinha a voar nas patas de uma vespa? Ainda fiquei a pensar para que quereria ela aquilo… ehehe Beijinhos

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  2. Acho que apesar de tudo vale sempre a pena, é um lugar tão bonito!
    Segundo a minha pesquisa é na altura das primeiras chuvas, eu fui em Outubro. Consta que têm mesmo problema com pragas, coitados, mas isto acontece um pouco por todo o país pelo que li.
    Boa sorte no próximo passeio 🙂

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