Norueguices

Cão que (não) ladra

Acordámos esta madrugada com um cão a ladrar incessantemente nos campos de futebol aqui ao lado. O cão ladrava, o eco respondia-lhe, e ele repetia. Até o F., que tem um sono pesado que me faz inveja, acordou com aquilo. Quando a coisa acalmou, ele foi dormir e eu fiquei ali de olhos abertos a escrever este artigo na minha cabeça (porquêêê!?). Agora venho aqui debitar, para que aqueles momentos extra acordada não tenham sido em vão!

Na verdade não sei muito bem do assunto sobre o qual vou falar, mas falo na mesma. É que por aqui, ao invés do que acontece em Portugal e noutros países, nunca vemos animais na rua/abandonados. Nunca ouvi falar de canis municipais mas sei que há alguns abrigos com animais porque conheço quem fizesse voluntariado por lá.

Só sei que, por norma, quando se vê cães ou gatos aqui eles são de raça, e a maior parte bem treinados (nem sei se não será obrigatório). Hoje quando acordámos com o cão comentámos que, provavelmente, terá sido uma das poucas vezes que ouvimos ladrar neste país. Eles são sempre muito educados e seguem os donos cegamente, pouco ou nada ligando a estranhos. Vários dos meus vizinhos têm cães e eu nunca os ouvi. Portanto aqui cão não ladra e, tanto quanto sei, também não morde!

Sei também que é um investimento enorme ter animais de estimação na Noruega, que os veterinários são caríssimos e as leis rigorosas. Uma curiosidade: conheço alguns noruegueses que têm cães que não são de raça, e nesses casos eles trouxeram-nos de outros países depois de lá fazerem férias e por ficarem chocados e sensibilizados por ver os animais na rua.

Querem que entreviste ou questione algum dono de animais para aprofundar este assunto? Se sim, digam-me nos comentários.

[Se és um português na Noruega a ler isto e sabes mais que eu sobre o assunto, partilha aí! 🙂 Obrigada]

Boa semana, caro leitor/a!

10 opiniões sobre “Cão que (não) ladra”

  1. Excelente questão! Diria que é possível, isso vai de encontro ao lifestyle deles especialmente aqui em Oslo. Mas também se associará o interesse pelas raças ao desejo de diminuir eventuais problemas de saúde, digo eu. A garantia de que o animal que se comprou será saudável, talvez? Para evitar mais custos no futuro.

    Há rafeiros, mas os que conheço vieram de fora. Tem de haver rafeiros noruegueses também… mas ainda nunca vi nenhum. Vou tentar prestar mais atenção, especialmente saindo de Oslo.

    Escrever sobre este assunto deixou-me ainda mais curiosa! Beijinhos

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  2. Eu sei, mas também já me apercebi que muita gente não tem noção disso. Imagino que quem queira animais para statement social seja susceptível a essa desinformação… Será como gastar muito dinheiro em produtos de marca que nem sempre têm a qualidade esperada, talvez!

    De qualquer forma já estive a investigar mais sobre o assunto e descobri mais pormenores interessantes, pondero entrevistar uma pessoa ou pelo menos farei um update do assunto aqui no blogue. 🙂

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  3. Por acaso gostava de saber mais sobre o tema. Em Portugal a consciência sobre os animais tem vindo a aumentar mas ainda há um caminho gigante a percorrer. Os animais reproduzem-se sem controlo, e já nem falo dos que vivem na rua, pois mesmo os que têm dono são muitas vezes negligenciados. Para mim outro problema são os falsos criadores, ou criadeiros (como chamo)., pessoas que têm um casal e indiscriminadamente vão fazê-los reproduzir, vendendo as crias mais barato. Infelizmente há quem compre sem querer saber as condições em que os mesmos são criados.

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  4. Não haver, geralmente, cães de rua, aí na Noruega é espectacular. Sinal de evolução, sinal de que sabem que isto se pode tornar um problema de saúde/segurança.
    Espero que este tenha sido um caso isolado (que parece, pelo teu relato). 🙂

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  5. Em Barcelona também não ha nem cães nem gatos de rua. Ao principio achei estranho, curioso… mas gosto muito mais de viver sem ter que ver animais abandonados. Mas aqui existe a cultura da adoção, o que está “bem visto” é adotar animais e não comprar. O que também me parece espectacular.

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  6. Sem dúvida, um enorme caminho a percorrer… No geral ainda há muita gente para quem ter um animal se compara a ter um objecto (em todo o lado, verdade seja dita). Acho que para um norueguês, por exemplo, seria impensável a forma como se tem “cães de guarda” em Portugal. E a questão dos criadores então, arrepia… Não faço a mínima como serão as leis para isso.

    Sem querer fui tocar num mundo onde os dois países são completamente diferentes, graças a este artigo já aprendi coisas novas que quando partilhar vão dar mais que falar.

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